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Diário de Bordo # 018 – Procurando soluções

Chegamos em segurança a Nassau, agora é resolver o problema do estai rompido, procuramos de diversas formas resolver o problema. Em Nassau não tem solução.

Um rapaz apareceu para nos ajudar, mas o comportamento dele nos deixou deveras desconfiado, acredito que estava tentando faturar algum com nossa desventura.

Entramos em contato com o Mike da Marina Bradford de Freeport e ele nos indicou o Sr. Francisco um cubano que mora em Nassau a muitos anos, ele poderia nos dar algum suporte.

Neste intervalo os Capitães Ike e Caroline passaram com seu veleiro novo para nos conhecer pessoalmente, foi muito bom tê-los encontrado finalmente, afinal de contas o rompimento do Estai serviu para algo positivo então.

Os dias passam rapidamente e acabamos entendendo que teremos que importar estais novos da West Marine dos Estados Unidos, lá vai o capitão para o alto do mastro, estamos medindo tudo e controlando todos os detalhes para fazer o pedido corretamente.

Quando tudo está resolvido só nos resta aguardar o envio do nosso pedido e ficamos ancorados em meio ao canal, dificuldades em ir para a terra nos mantem mais tempo dentro do Veleiro.

Aos poucos a banca de baterias começa a ficar precária, estamos ligando o motor diariamente para manter alguma energia mas o motor urrando não agrada e o máximo que aguentamos é por volta de uma hora e meia a duas horas, não é o suficiente para a carga necessária.

O primeiro final de semana até que foi bom, aos sábados muitos lancheiros passam rasgando com seus motores potentes, vários jetskys e outras embarcações, somos controlados pela polícia marinha. No domingo de noite eles retornam tão afoitos como foram, trazendo mais ondas e aumentando o balanço do barco.

O segundo final de semana é que não foi tão divertido, tudo se repetiu com a exceção de que o domingo já ia longe, passavam de 11 horas da noite quando acordamos assustados com um duro impacto. Uma lancha que vinha retornando provavelmente de Exumas passou muito perto de nós e se enroscou no cabo da âncora, começamos a desgarrar, ou melhor garrar, amarrados um ao outro para cima do naufrágio em direção ao rife e muito perto da margem, o risco de encalhe ou de bater no rife enorme.

Nosso capitão agiu rapidamente, todos os envolvidos dentro da lancha utilizando os pés para que os barcos não batessem um contra o outro, a solução encontrada foi utilizar o bote de apoio e posicionar nossa segunda âncora, uma âncora muito mais pesada e assim estabilizar um pouco a situação e salvar os dois barcos, quando a tensão ficou na segunda âncora e o cabo da primeira que segurava a outra embarcação firme de encontro a nossa embarcação folgou um pouco a lancha se soltou.

A situação imediatamente melhorou mas ainda estava longe de ser boa, nós flutuávamos perigosamente sobre o naufrágio e muito próximo a margem e a um rife perigoso, utilizamos a própria âncora junto com o motor para lentamente sair da situação e assim nos colocar em segurança novamente.

Reposicionamos a âncora e recolhemos a pesada que nos salvou.

Após esse episódio dormir tranquilo a bordo foi mais complicado e assim mais uma semana se passa com muitos ventos e o barco balançando bastante, espero que os estais novos cheguem logo para que possamos seguir nossa viagem.

Até o Diário de Bordo #019

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