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Diário de Bordo #08 – Chegamos

Nossos capitão e co-capitã deixaram o Barco em Freeport nas Bahamas, voltaram para casa, agora temos a difícil tarefa de encontrar uma forma de chegar em Freeport, não existe restrição para Brasileiros de ir as Bahamas, existe restrição para toda e qualquer pessoa que tenha estado no Brasil nos 14 dias anteriores a sua ida ou até mesmo apenas passagem pelos Estados Unidos.

Todos os voos que estamos encontrando passam ou por Miami, ou Nova Iorque barrando assim nossa ida às Bahamas, mas nos garantiram que era possível então fomos testando várias alternativas até que começamos a procurar alterar as datas, e finalmente encontramos um caminho possível.

Primeiro sair de São Paulo no dia 17 de dezembro chegando no final do dia a Santo Domingo na Republica Dominicana com uma conexão por Bogotá, onde ficamos duas horas para a troca de avião.

Somente dois dias depois é que saímos de Santo Domingo no dia 19 e vamos a Nassau mas não sem antes passar por Turks e Caicos. O mais interessante é que o horário de saída de Santo Domingo é 14:25 e o horário de chegada em Turks e Caicos é 14:35, apenas 10 minutos depois, no entanto ficamos 1 hora inteira voando. Aqui já começamos a nos acostumar com o fuso horário que vai mudando conforme você passa pelos meridianos, o que para um velejador é linguagem conhecida e corriqueira.

Chegaremos em Nassau no final do dia onde devemos pernoitar

Finalmente na manhã do dia 20 sairemos de Nassau e vamos a Freeport em um voo de apenas uma hora, o aeroporto fica a 7 quilômetros da Marina onde o veleiro está nos aguardando.

Não vemos a hora de ver o barco de perto, já ouvimos muito sobre ele e o quanto ele impressiona por onde passa.

Esse seria o caminho em um mundo perfeito, no entanto veja como realmente foi.

 

9 horas da noite de 16 de dezembro de 2020, saímos de Holambra, cerca de duas horas mais tarde chegamos a São Paulo por volta da meia noite fizemos o teste de COVID, o resultado sai em 4 horas e o embarque estava marcado para as 7 da manhã, mas não nos permitiram embarcar.

O problema?

não ter internacionalizado o teste da vacina da febre amarela, situação resolvida após o escritório da Anvisa ter aberto as 8 da manhã e nos indicar onde ir em Guarulhos para conseguir internacionalizar o documento.

Uma sorte ter levado o documento comprovando a vacina tomada, caso contrário seria impossível embarcar antes de 10 dias passado, tempo necessário para a incubação.

Dia 17 ao meio dia conseguimos finalmente embarcar, pegamos o voo para a República Dominicana com uma escala no Panamá.

Quando chegamos na República Dominicana já era madrugada do dia 18 mais precisamente 3 horas da manhã.

Impossível imaginar que o Hotel reservado estava fechado a cadeado, cancelaram nossas reservas por conta dos atrasos, a princípio o desespero quer tomar conta mas o motorista do taxi prometeu nos ajudar a encontrar outra alternativa.

Encontramos um novo hotel disposto a nos deixar entrar em meio a madrugada para um descanso merecido, afinal de contas foram 30 horas de viagem até este momento, estamos exaustos. Nada como um bom banho que infelizmente foi gelado, nosso melhor banho gelado de toda a nossa vida.

Com muita relutância levantamos as 9 da manhã para o café da manhã e voltamos a dormir, somente de tarde é que saímos para um passeio e tentar conhecer um pouco os arredores do Hotel que nos acolheu.

Felizmente tínhamos um dia inteiro a disposição para um providencial descanso.

 

 

No dia 19 saímos da República Dominicana rumo a Nassau com uma escala em Turks e Caicos.

Finalmente no dia 20 uma sexta feira saímos logo cedo de Nassau rumo a Freeport para conseguir embarcar em nosso Veleiro.

Nunca o vimos pessoalmente antes, somente por fotos e vídeos.

 

O Casal Ike e Caroline o trouxeram de Boston até Freeport nas Bahamas onde ele fez água e precisou ser retirado para o seco.

Está tudo devidamente registrado nos Diários de Bordo aqui neste site.

 

 

 

 

 

 

caso não os tenha visto, acesse

diario de bordo

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a grande lição que está valendo para eles (Ike e Caroline) e para nós é.. instale um alarme de porão, o problema só aconteceu porque a bomba parou de funcionar e o barco tem uma mangueira rompida, assim o que antes funcionava como uma saída, agora passou a ser um enorme de um sifão, trazendo a água para dentro do barco ao invés de para fora.

Após 5 aviões diferentes tomados em tres dias de viagem chegamos a Freeport para conhecer de perto o veleiro.

Chegar a bordo e tomar conhecimento de todos os detalhes que envolvem o veleiro, descobrir o que de fato aconteceu, onde é que fica essa mangueira, corrigir os problemas que ainda restam a ser corrigidos, temos ainda muito trabalho antes de colocar o barco de volta na água
mas, não poderia ser mais emocionante depois de tantas adversidades.

 

4 thoughts on “Diário de Bordo #08 – Chegamos

  • 11 de janeiro de 2021 em 11:16 AM
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    É uma odisséia!

    Se tivessem ido de barco de pesca teriam chegado primeiro.

    Estamos ansiosos pra ver voces velejando.

    []s

    Resposta
    • 11 de janeiro de 2021 em 11:20 PM
      Permalink

      haha.. sei sei.. com barco de pesca teria sido uma experiência fantástica. mas a expectativa eram de pelo menos 3 dias para chegar.

      Resposta
  • 11 de janeiro de 2021 em 11:27 AM
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    Vale colocar um texto sobre as fotos.

    Quem gosta de tirar fotos, vale ver o site do
    Ken Rockwell:

    https://www.kenrockwell.com/

    Na ultima foto, cabia um flash moderado pra tirar da sombra
    o rosto do Max.

    Não sei como voce conseguiu fotografar aquele gato na
    sombra da 16a foto.

    Fotos com áreas ensolaradas devem ser evitadas se o
    objeto em foco tiver cor clara, se for branco é dificil
    fazer boa foto.

    No mar voces conseguirão ótimas fotos, mas lá o perigo
    pra camera é a maresia.

    []s

    Resposta
    • 11 de janeiro de 2021 em 11:22 PM
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      obrigado pelas dicas.
      na verdade todas as fotos ai. foram tiradas com celular mesmo.. eu vou tirando as fotos conforme filmo. sempre gostei de fotos, é um bom registro, mas não consigo levar todos os equipamentos que preciso.. então sou obrigada a me virar com o celular mesmo.

      Resposta

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