o Caminho dos Diamantes

Apos adquirirmos nossos passaportes no Arraial do Tijuco (Diamantina, você poderá ver o artigo clicando aqui) e pernoitar em Biribiri tocamos direto a Serro, confesso que a pesquisa feita sobre a estrada real e principalmente o trecho que decidimos fazer, o caminho do diamante, foi insuficiente, o que nos levou a essa seguir direto para Serro. O motivo principal foi a conexão precária com a internet, inviabilizando toda e qualquer pesquisa. Internet móvel no Brasil ainda é artigo de luxo, não deveria ser, mas não quero entrar neste mérito hoje, não é minha intensão discutir o que é certo ou o que está errado.






Seguimos direto para Serro por achar que era a primeira cidade da estrada apos Diamantina, somente em Serro é que ficou claro que haviam outras cidades e nos falaram de Milho Verde e São Gonçalo, somente quando voltei para minha base fixa, nossa casa, é que consegui fazer uma pesquisa apropriada, fiquei pensando que um guia em papel ou mesmo um app para celular específico da estrada real poderia ter feito a diferença. Um guia impresso ofertado para venda no ponto de partida, onde se adquire o passaporte com todos os pontos de paradas para descanso carimbo no passaporte com detalhes a respeito das cidades, um pouco de sua história, faria muita diferença.

Segue abaixo a relação das cidades que fazem parte do caminho dos diamantes, encontrei no site oficial da estrada real, e não acredito que ela esteja de fato completa, pois está faltando com toda a certeza Milho Verde e também não fala mais de Bento Rodrigues que foi engolida pelo rompimento da barragem, procurando um pouco mais sobre Bento Rodrigues achei um vídeo no YouTube muito interessante falando sobre o descaso do governo em relação a todo o processo e neste mesmo vídeo ele oferece uma alternativa bastante viável para o trecho de Bento Rodrigues, que seria Antonio Pereira, se decidir passar por Antorio Pereira não passará por Camargos.

Diamantina,   São Gonçalo do Rio das Pedras   Serro   Alvorada de Minas   Itapanhoacanga  Santo Antônio do Norte (Tapera)  Conceição do Mato Dentro  Morro do Pilar  Itambé do Mato Dentro  Ipoema  Bom Jesus do Amparo  Cocais  Barão de Cocais  Santa Bárbara  Catas Altas  Santa Rita Durão  Camargos  Mariana  Ouro Preto  .

 

Minhas impressões

e conclusões sobre o que vivenciamos

Desde que embarcamos nesta aventura de construir um Motor Home e viver na estrada, viajando para diversos destinos diferentes, a vontade mais “urgente” era a de terminar logo o carro para poder sair do país, conhecer “novos lugares” significava automaticamente qualquer outro lugar que não o Brasil, as circunstâncias no entanto fizeram com que isso não fosse possível e para minimizar a frustração decidimos por trechos mais curtos, próximos o bastante de nossa base a fim de “testar o carro”, afinal de contas o carro se transformará no porto seguro, preciso confiar que ele me abrigue das intempéries e me leve em segurança para o novo destino do momento.

Não fomos muito longe até esse momento, mas confesso que já me surpreendi com o que pude vivenciar. O que conhecia até pouco tempo: o lugar onde moro e seus arredores, um pouco do sudeste e do sul do Brasil, e alguns países lá fora, França, Espanha, Alemanha, Inglaterra e Holanda, mesmo assim, quase nada de tudo o que falei, parece muito mas não, quase nada. Baseado neste pouco tinha um monte de opiniões e conceitos, não poderia estar mais enganada, mas estou divagando e assim não chego ao ponto.

Saímos de casa e passamos por Inhotim (veja o que achamos de Inhotim nesta matéria) porque ficava a meio caminho do nosso ponto inicial Diamantina, Inhotim já me surpreendeu muito. Mas assim que iniciamos nossa jornada passando por Serro e é agora que começo a me surpreender, mergulhando na história fiquei me perguntando se realmente eu tinha feito colégio aqui, neste país, se a escola que fiz quando criança era mesmo no Brasil ou se eu fiz escola em qualquer outro país, pois ver o que vi, ouvir o que ouvi, viver o que vivi foi muito intenso, eu sei que muito da história eu já conhecia, mas não por conta da escola isso garanto, o que vimos na escola é infinitamente menor, chega a ser insignificante, alguma coisa em novelas talvez, mas a novela passa a impressão de ficção, não tem valor real, filmes, o mesmo, fica meio irreal. Mergulhar nesta história e saber que estava andando pelas mesmas ladeiras que nomes importantes como Chica da Silva, Marília e Dirceu, D Pedro II, Aleijadinho, tudo isso me colocou em uma situação muito difícil, será que não preciso repensar e em vez de sair logo do país não podemos conhecer o Brasil primeiro?

Afinal de contas aqui temos tudo a favor, a começar pelo clima, a natureza, a história e o povo, o brasileiro é acolhedor, simpático, uma pena que o turismo interno seja mais admirado por estrangeiros do que pelos próprios brasileiros. Precisamos melhorar a empatia que temos por nosso próprio país. Precisamos aprender a valorizar mais o lugar de onde viemos, o que construímos e o que temos, é extremamente rico.

 

Segue os vídeos onde poderá acompanhar um pouco de cada ponto de parada decidido por nós após a aquisição dos passaportes em Diamantina.

Serro. Terra do Queijo

 

um trecho na estrada,

Entre Serro e Itambé do Mato Dentro

Itambé do Mato Dentro

 

Catas Altas

 

Santuário do Caraça

Ouro Preto

Deixe uma resposta